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Polícia

10/01/2019 às 22h27

Redação

Vitória / PE

Caso Betinho: Adolescente acusado de participar do crime é absolvido
O professor José Bernardino da Silva Filho, o Betinho, de 49 anos, foi encontrado morto em seu apartamento no dia 16 de maio de 2015
Caso Betinho: Adolescente acusado de participar do crime é absolvido
Foto: Reprodução/ Internet

A justiça absolveu o adolescente suspeito de assassinar o professorJosé Bernardino da Silva Filho, o Betinho, de 49 anos. O crime aconteceu em maio de 2015 no apartamento da vítima, no bairro da Boa Vista, na área central do Recife. Na época, a Polícia Civil indiciou o adolescente e um adulto pelo homicídio.


As investigações apontaram que as digitais dos estudantes foram encontradas na casa do professor. Mas duas novas perícias, uma delas feita pela Polícia Federal, comprovaram que as digitais não eram dos suspeitos.


A advogada do adolescente, Rose Souza, fala sobre a decisão da justiça. “De uma vez por todas, o poder judiciário reconheceu que o adolescente é inocente e em nenhum momento ele esteve no local do crime e praticou o homicídio contra o professor Betinho”, disse.


Ainda de acordo com a advogada, o outro suspeito Ademário Gomes da Silva Dantas, com 21 anos, na época do crime, ainda espera a decisão da justiça, mas também deve ser absolvido. “O processo com relação a ele está aguardando a sentença do juiz da 2ª vara do júri da capital, mas já tem um parecer do Ministério Público pedindo a absolvição de Ademário”, concluiu.


Relembre o caso


O professor Betinho foi encontrado morto no dia 16 de maio de 2015. De acordo com a polícia, os responsáveis pelo crime foram dois alunos da escola onde Betinho trabalhava como coordenador pedagógico, o Colégio Ágnes. O Instituto de Medicina Legal (IML) apontou ainda que Betinho foi torturado antes de ser morto. Ele foi encontrado no apartamento onde morava, sozinho, no centro do Recife, com os pés e o pescoço enrolados por fios de eletrodomésticos.


A perícia apontou que ele morreu devido a golpes de ferro de passar na cabeça. O crime aconteceu em 16 de maio de 2015. Supostas digitais do então adolescente foram encontradas em um ferro de passar, mas isso também foi contestado pela defesa. O inquérito policial foi conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Novas perícias mostraram que as digitais não eram dos acusados. 

FONTE: Rádio Jornal

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